Como lidar com a depressão pós-viagem?

Acabamos de voltar de um mochilão incrível. Se da primeira vez, nossas aventuras envolviam lidar com o frio e atravessar grandes distâncias com uma grande mochila, dessa vez tivemos que aprender a andar em um calor extremo com três mochilas nas costas (e onde mais desse pra levar).  É engraçado como esse tipo de memória acaba ficando boa depois que passa, na hora a gente só tem vontade de socar tudo.

Foi um mês incrível, daqueles que a gente tem vontade de repetir sem alterar nenhum segundo do que aconteceu. Conhecer novos lugares, visitar família, amigos, rever lugares que você não via há anos e passar por novos perrengues. Eu acho que isso é tudo que um mochileiro quer, afinal de contas.  Daqui pros próximos meses, a maioria dos nossos posts serão relatos, perrengues e dicas de tudo o que passamos nesse mês de agosto durante a nossa travessia pela Europa. Mas enquanto todos esses textos não chegam, queria falar sobre uma questão específica.

Só estou falando tudo isso porque, sempre que acaba uma viagem pra nós, parece que estamos meio perdidos, sem nenhum objetivo definido, ainda que tenhamos um milhão de outras coisas para serem resolvidas em nossas vidas. Nem todo mundo lida com a depressão pós-viagem da mesma forma, alguns só se lamentam muito, outros abrem os arquivos das fotos e mergulham naquelas memórias até não aguentarem mais. Eu, particularmente, gosto de pensar no futuro. Pra mim o fim de uma viagem significa que eu tenho um mundo de opções daqui pra frente. Um mundo, literalmente.

O texto de hoje é curto e objetivo, mas nos leva a uma reflexão: Como tirar proveito dessa situação? Pra mim, esse monte de ideias malucas que vem surgindo, esse monte de possíveis roteiros e vontades vão se concretizando. A depressão pós-viagem passa, mas essas ideias ficam.

Um dia, uma semana, não sei exatamente quanto tempo dura esse sentimento de “luto” pelos bons (e maus) momentos que passamos durante esse mochilão. Mas tenho certeza de que fruto disso, será mais uma viagem, ainda mais ousada, ainda mais desafiadora. Que venham as próximas!

Destino Compartilhado| por: Tom Freitas


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