Um dia no PortAventura

Quando estávamos planejando o nosso segundo mochilão pela Europa, tínhamos na cabeça que queríamos muito visitar um parque de diversões. Já queríamos da outra vez, mas como no inverno a maioria dos parques fecham e os que não fecham, ficam com um número bem limitado de atrações, acabou não dando certo.

Mas como dessa vez fomos no verão escolhemos visitar o PortAventura, que fica em Salou, na Espanha, a 115Km de Barcelona, o que dá mais ou menos 1h15min de trem. Já adianto que foi uma experiência incrível e valeu muito a pena.

Entre os três parques localizados naquela área (PortAventura, PorAventura Caribe Aquatic Park e Ferrari Land), escolhemos o principal, justamente porque ele é o maior e o que mais tem atrações (Se bem que no calor que estava, o parque aquático ficou bem atrativo).  Uma dica bem óbvia é sair cedo de casa, mesmo que esteja em Barcelona, que foi nosso caso. Vale a pena tanto para aproveitar o dia ao máximo quanto para conseguir menores filas na hora de entrar.

Leia também:  Como lidar com a depressão pós-viagem?

Como comprar um ingresso para o PortAventura e como chegar até lá de trem?

No próprio site do parque conseguimos uma superpromoção da RENFE (a empresa de trens intermunicipais que opera na Espanha) onde compramos um ticket que dava direito ao ingresso de um dia no parque + passagem de ida e volta. O preço? 47 euros pra cada. Essa promoção tem todo ano então vale dar uma olhada no site deles antes de comprar.

ATENÇÃO: Os ingressos comprados na bilheteria custam mais caro, além do fato de que você também precisará comprar uma passagem de Barcelona até Salou, ou seja, não compensa comprar na hora, compre pela internet. Outra coisa que vale destacar é que o trem NÃO tem o PortAventura como parada final, ou seja, você precisa ficar atento para sair na parada certa. É fácil e bem sinalizado, ao sair da estação você já dá praticamente de cara com a entrada para os três parques, então não tem erro.

O que comer no parque?

O parque é dividido por temas: Mediterranea, Polynesia, Far West, México e China, além de mais duas áreas para crianças, uma dentro da Polynesia e outra dentro da China. Vários restaurantes são temáticos e vendem comidas de acordo com o tema, mas você consegue encontrar lanches convencionais em qualquer lugar.

Não dava pra ter noção dos preços das comidas dentro do PortAventura, mas sabíamos que não ia ser barato, afinal, nunca é. Mas até que nos surpreendemos positivamente, já que algumas comidas como pizzas, por exemplo, não fugiam muito do preço cobrado no centro de Barcelona, o que não significa necessariamente que era barato.

Para ter uma noção, uma pizza individual (dessas que a gente sempre divide), fica por mais ou menos 6 euros (Margherita). A gente comeu cachorro-quente e tomamos um refrigerante grande que dividimos, em um restaurante na Polynesia. Deu 17 euros pros dois.

Leia também: Parque Olímpico de Munique

Uma coisa bem legal e que não sabíamos é que você pode entrar com seus próprios lanches sem problemas, eles não barram garrafas pet nem nenhum tipo de embalagem. (Pelo menos não naquele dia). A gente ficou com medo e só fez uns sanduíches pra ver se entrava e entrou. Depois vimos todo mundo entrando cheio de comida… Mas é a vida.

Como são os brinquedos, afinal?

Precisamos falar disso, afinal, é pra isso que vamos a um parque. Vou refazer o roteiro de atrações que fizemos e comentar uma por uma.

Na frente de cada fila, há uma placa que indica o quanto cada brinquedo está demorando. Eles fazem isso para vender aqueles “fura-filas”, mas é bem útil pra nos programarmos durante o dia.

Furius Baco: É o primeiro brinquedo que você vai encontrar ao entrar no parque. Também é o que teve as filas mais longas naquele dia, por isso compensou muito termos ido logo de cara quando ainda não estava tão cheio. Sobre o brinquedo, bem… Estávamos esperando uma montanha russa divertida e tranquila, mas fomos surpreendidos por essa que é a mais rápida da Europa. Sério, não dá nem tempo de pensar e você já está em uma velocidade absurda, foi uma coisa que eu nunca tinha sentido, mas gostei muito. A fila demorou cerca de 1h30min.

Kontiki: É o famoso barco Viking que nós conhecemos aqui pelo Playcenter ou Hopi Hari. Igualzinho. O bom é que esse brinquedo praticamente não tinha filas, então fomos duas vezes no dia.

Dragon Khan: Um dos brinquedos que eu mais queria ir. A montanha-russa é realmente bem divertida com todos os seus loopings e curvas. Fui duas vezes, na primeira sozinho e na segunda a Carol tomou coragem e foi junto. A fila demorou cerca de 40 minutos.

Tutuki Splash: Um brinquedo aquático muito legal, com duas grandes quedas e que te molha muito. No dia estava MUITO calor, então foi mágico ir nesse brinquedo lá pelas 14h. A fila demorou cerca de 30 minutos.

Stampida: Antes de irmos a essa montanha-russa, também fomos no Wild Buffalos, que é o clássico carrinho bate-bate, por isso nem vamos falar muito aqui. Voltando a Stampida: A fila desse brinquedo é bem interessante, ela se divide em um momento, onde você escolhe se quer andar do lado vermelho ou do lado azul. Nós fomos do lado vermelho, mas a diferença dos trilhos não é muita. A montanha-russa é de madeira e tem um caminho bem divertido, não é a mais emocionante do parque, mas valeu a espera. Ficamos cerca de 40 minutos na fila.

Shambhala: Essa era a atração mais esperada do dia. Ela foi a montanha-russa mais alta da Europa por muito tempo, mas hoje ocupa o segundo lugar, perdendo para uma vizinha bem nova que fica no Ferrari Land. A primeira descida é de 75 metros e o carrinho é mais uma cadeira com uma proteção só, o que deixa tudo muito mais emocionante. É impossível não sentir aquele frio na barriga na hora que você começa a subir e vê o parque inteiro lá embaixo. Ainda assim foi uma das coisas mais legais dessa viagem.

Uma coisa bem interessante que só vimos nesse brinquedo, foi a fila individual, como muita gente só quer ir em dupla, vários carrinhos ficam com um lugar vago e são preenchidos com essa galera da fila individual. Eu fui sozinho, já que a Carol não teve coragem, mas valeu muito a pena. A fila demorou cerca de 30 minutos, mas a normal estava com uma espera de uma hora.

Serpiente Emplumada: Esse brinquedo fica bem escondido e por isso praticamente sem fila. Ele gira e gira e gira e gira e sobe e gira e gira e gira. É divertido no início, mas encheu o saco uma hora. Valeu a pena porque não ficamos nem 10 minutos na fila.

Grand Canyon Rapids: Um brinquedo aquático que é igualzinho ao ‘Rio Bravo” do Hopi Hari. Foi bem legal, mesmo que a noite já estivesse chegando e o tempo já estivesse mais fresco. Ficamos 40 minutos na fila.

Tomahawk: Outra montanha-russa de madeira. Ela é pequena e por isso muitas crianças andam, mas é bem divertida. Também ficamos cerca de 10 minutos na fila desse brinquedo.

Silver River Flume: Por fim, ainda conseguimos ir nesse outro tipo de Splash. À noite e super preocupados porque o último trem para Barcelona já estava chegando, mas queríamos aproveitar até o último instante. E aproveitamos, ficamos uns 20 minutos na fila e nos molhamos uma última vez antes de dar adeus ao PortAventura.

Foi um dia inesquecível, nos divertimos muito e nosso mochilão ainda não estava nem na metade. Esperamos um dia voltar para o PortAventura mais uma vez, mas até lá, ainda temos muitos parques para visitar pelo mundo.

 

Destino Compartilhado| por: Tom Freitas


Comentários

Deixe uma resposta