É possível viajar sem falar inglês?

Não sei o que acontece com a gente, mas sempre arrumamos um jeito – ou desculpas – para colocar mais obstáculos na frente dos nossos objetivos. E um desses pedregulhos no caminho é o medo de falar inglês, ou achar que é impossível viajar sem falar outra língua.

Muita gente acredita que não dá pra viajar sem ter o domínio de outra língua, principalmente o inglês (o que é mais ou menos verdade e eu já explico) e pior, tem gente que além de achar isso, sabe falar outro idioma e tem pavor de usar. AHH! Parem, é justamente viajando que a gente consegue colocar o idioma em prática e adquirir fluência, conversando e ouvindo quem vive mesmo com o idioma.

É lógico que tudo é muito mais fácil quando você tem domínio do inglês na hora de viajar, mas acreditem, não saber falar inglês não te impede de viajar e vou te contar o porquê.

Quando viajamos em 2015 o Tom era (é) o poliglota, inglês e alemão fluente, já eu, sabia falar meu nome, contar até dez e pedir socorro em inglês. O Tom foi a minha voz a viagem inteira, eu deixava de pedir as coisas, de tentar falar com as pessoas porque eu já sabia que com ele ia ser mais fácil. Mas não foi assim a viagem toda.

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Quando chegamos em Paris pouquíssimos eram os funcionários e habitantes que sabiam falar bem outro idioma. Ou seja, quando íamos pedir algo em um restaurante por exemplo, era um sacrifício. E então, de que adiantou anos na escola de inglês?

Destino Compartilhado

Aí entrei em ação. Estávamos em uma lanchonete e queríamos o combo que estava exposto no banner atrás do atendente, mesmo depois do Tom tentar em inglês e apontar um milhão de vezes ele não estava sacando. Eu já estava angustiada e resolvi interferir. Fiz mímica.

“TWO HAMBUERGUERS (fazendo um dois com os dedos), ONE COCA (fazendo o um com o dedo) AND BATATA” (não sabia falar batata em inglês, então falei batata mesmo).

Pronto! Entenderam na hora, e não pararam de falar batata e rir até a gente ir embora.

A super fluência do Tom não adiantou em nada e o meu repertório básico do básico misturado com o português foi o que nos salvou ali.

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Durante a viagem passamos por mais algumas dessas, principalmente em Paris e em Roma, onde eles realmente não falam inglês como em Amsterdam e Berlim (e não são obrigados, né).

Saber falar inglês é só mais uma “facilidade” pra quem vai viajar, mas não é uma necessidade extrema, não ter o domínio da língua não vai te impedir de aproveitar. Muitos museus tem “áudio guias” em português, por exemplo.

E agora, se você sabe outro idioma, sabe um pouco ou tá aprendendo PÕE EM PRÁTICA. Não tenha medo ou vergonha, é nessas situações que aprendemos de verdade. Eu voltei pra casa sabendo muito mais que o basicão.

Então pare de jogar pedras no caminho, leve um dicionário, baixe um dos mil aplicativos de tradução disponíveis para smartphones e coloque o pézão na estrada!

Destino Compartilhado | por: Carolina Rosa


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